quinta-feira, 17 de maio de 2012

Visita Técnica Hotéis em Gravatal


HOTEL TERMAS

          O Hotel Termas localiza-se em Termas do Gravatal, onde oferece uma belíssima estrutura com águas termais inclusive, balneoterapia, inaloterapia e uso hidropínico, além do parque aquático que possui diversão para toda a família.
O hotel também oferece banheiras de ofurô, piscina termais cobertas, banheiras suecas de hidromassagem, sauna à vapor, salas de jogos e TV, pista de Cooper, cancha de bocha, quadras de futebol e tênis entre outros serviços.
         A lavanderia conta com dez máquinas de lavar roupa, algumas do ano de 1972;
01 calandra e 05 funcionários.
        

CABANAS HOTEL

         Cabanas Hotel situa-se em Termas de Gravatal, possui 51 UH’s entre Apartamento e Chalés (42) com TV a cores, ar condicionado, frigobar, telefone; a lotação máxima é de 150 pessoas, sendo de 02 à  08 pessoas por cabana.
         O hotel também oferece Balneário próprio com hidromassagem, piscinas com água mineral liberadas 24 hrs; quadras de tênis e futebol, restaurante, bar, cancha de bocha e recreação monitorada para todas a idades.
     A recepção do hotel ainda utiliza o sistema manual, revezando entre 04 turnos, onde em cada turno o recepcionista é responsável pela maioria dos serviços dentro do hotel. Como uma cabana fica distante da outra fica difícil para o funcionário atender as solicitações dos hospedes com eficácia e rapidez.
        

terça-feira, 1 de maio de 2012

Segurança na Hotelaria


Matéria veiculada na edição 58 - Agosto/2007 – Revista Hotéis

    Os grandes investimentos em hotelaria que o Brasil recebeu nos últimos anos, possibilitou a construção de modernas e seguras edificações, com equipamentos e sistemas de ultima geração para a segurança e conforto dos hóspedes, mas a mão-de-obra nesse setor ainda é muito carente.
O setor hoteleiro brasileiro recebeu e vem recebendo nos últimos anos, grandes recursos de ampliação e modernização no setor.
Prédios modernos, confortáveis e seguros moldaram o cenário urbano de grandes e médias cidades do País, assim como pousadas e resorts se inseriram no meio ambiente de praias e lugares paradisíacos. Mesmo com tanta evolução e investimento no setor, a deficiência no setor de segurança e qualificação na mão-de-obra de alguns segmentos o tornam carentes.
No Brasil existem instituições que qualificam um profissional para o ramo hoteleiro, redes de hotéis de grande porte nacionais e internacionais, qualificam e treinam o seu próprio profissional dentro das normas, regras e condutas do próprio hotel, mas grandes partes dos hotéis ainda contratam profissionais oriundos dos setores comerciais, industriais e de serviços.
Como a demanda é forte e a qualidade de serviço considerado fraco, existem muitas inadimplências dos hotéis, tais como, contratam seguranças de casas noturnas ou de escolta armada para fazer a segurança de seu próprio hotel, assim sendo que, uma pessoa não treinada para tal função, oferece riscos sérios, ao hotel e seus hóspedes.
A área hoteleira atrai pessoas de todos os níveis sociais, implicando assim na segurança, dentro de hotéis os furtos mais comuns são: lap tops, câmeras, celulares, valises e bolsas nas áreas comuns, como recepção e restaurantes assim como podem adentrar nos apartamentos utilizando chaves ou cartões clonados de algum funcionário, subtrair pertences dos hóspedes e depois evadir sem pagar nem sequer as despesas de hospedagem.

O segurança deve ser tratado com um negócio
    Uma grande parte de proprietários  de hotéis e ate mesmo redes hoteleiras, alem de não estarem preparados para atender a demanda,  acham desnecessário investir na capacitação da área de segurança. A maioria preferem instalar câmeras e alarmes de segurança, ou, colocar seguranças que na maioria das vezes não são capacitados o suficiente para desempenhar tal função. Uma regra básica na hotelaria é esquecida, a de garantir a privacidade dos clientes e zelar pelo seu conforto.
Na prática, muitas vezes a segurança não é tratada como um negócio e não recebe a atenção devida como recebe os setores de hospedagem, alimentos e bebidas, eventos, entre outros.
A figura do gestor de segurança hoteleiro deve ser encarada como parte obrigatória do negócio, pois ele deve possuir conhecimentos distintos, e não obrigatoriamente ligados à segurança tradicional. Ele deve conhecer sobre processos de cocção, armazenamento de alimentos, higienização de utensílios, processos de lavagem de roupas, pratos, entre outros. Hoje em dia é muito comum em grandes hotéis os seguranças passarem desapercebidos pelos hóspedes como carregador de malas, garçons, arrumadores de quartos, ou mesmo um simples mensageiro.
Discrição, olhar atento e observador, raciocínio rápido e aparecer somente na hora e momento certo são quesitos imprescindíveis para um segurança da hotelaria moderna.
Um profissional da segurança que não foi treinado e nem capacitado para entender as peculiaridades da hotelaria, certamente não terá condições de entender a complexa operação e muitas vezes pode recorrer a métodos não convencionais para resolver uma questão meramente comercial no balcão da recepção de forma bastante truculenta.

Relatório de perdas encobrem os furtos
    Muitas perdas e furtos são freqüentes em hotéis, e a maior parte deles, preferem pagar, lançar nas despesas mensais do hotel como perdas e reposições do que, treinarem seus seguranças e funcionários dos hotéis, para evitar esses acontecimentos, assim tendo mais lucro e produtividade e ate mesmo ganhando mais confiança do hóspede.
Se os seguranças e hospedes fossem treinados, seria mais fácil descobrir quando um hospede esta falando a verdade se realmente teve um objeto seu “furtado” ou se ele esta mentindo. Se os apartamentos possuírem fechaduras eletrônicas fica fácil constatar se houve a invasão da privacidade deste hóspede, mas muitos hotéis ainda trabalham com a velha e boa chave. Para evitar danos à imagem e ações na justiça, a melhor maneira que alguns hotéis encontram é fazer um acordo com o hóspede e encerrar a questão. Depois do episódio, a questão de segurança ainda continua sendo tratada com descaso e muitos hoteleiros esquecem que o maior patrimônio que possuem são seus hóspedes, clientes e funcionários.
Segurança gera lucro ao hotel
    Com a onda de violência que assola o mundo inteiro e o Brasil não é exceção, muitas reservas de hospedagem e eventos em hotéis só são efetivadas após uma minuciosa inspeção técnica sobre a segurança oferecida e isto inclui muitas vezes o preenchimento de vários formulários que nem mesmo hotéis de renomadas redes internacionais escapam.
Para muitos artistas e figuras públicas que não desejam aparecer, é necessário que o hotel elabore rotas e procedimentos de forma cuidadosa para garantir a segurança destes hóspedes.



Hotel possui personalidade própria
    Um grande erro de segurança na hoteleira, é achar que a solução acatada por um hotel, servira para outro hotel.
Isso é um grande erro, pois, cada hotel, tem a sua necessidade, personalidade, características e atitudes próprias.
Obvio que os hotéis podem ter problemas em comum, mas outros são totalmente distintos.
Com a migração da delinqüência de outras áreas para a hotelaria e a especialização de organizações criminosas, Bassi prevê que num curto período de tempo alguns hotéis começaram a ter operações de segurança comparadas as aeroportuárias com detector de metais e aparelhos de raios-X para vistoriar bagagens.
Segurança nasce no projeto da edificação
    A segurança hoteleira possui vários tipos de segurança, não apenas a segurança contra furtos, assaltos, enfim... A segurança começa na edificação do hotel.
Enquanto as maiorias dos hotéis no Brasil carecem de qualificação dos profissionais da segurança, na área de engenharia contam com prédios modernos e seguros, principalmente na cidade de São Paulo que recebeu grande parte dos recursos empregados nos últimos anos. Engenharia e segurança estão intimamente ligadas e uma edificação hoteleira não pode ser considerada segura se ela não atender as normas NBR´s e as normas do corpo de bombeiros local. A norma mais utilizada hoje no Brasil de prevenção e combate a incêndio é a americana NFPA (National Fire Protection Association), umas das mais rígidas e abrangentes do mundo. O principal motivo de adoção desta norma deve-se ao fato de que as empresas seguradoras fazem duras restrições à cobertura de instalações que não seguem tal regulamentação.
As exigências variam de município a município desde o nível de sprinklers e as já tradicionais mangueiras, hidrantes, extintores e/ou quando muito, dependendo da cidade, o famoso conjunto básico: acionadores manuais e sirenes. Algumas vezes a aquisição de um sistema de detecção de incêndio se faz sempre no momento de término da obra, e justamente quando o dinheiro também está no final. Conclusão: a detecção de incêndio é colocada apenas para cumprir com normas, ordenanças municipais, ou exigências de companhias de Seguro.
O que um empreendedor deve ter sempre em mente é que as pessoas que freqüentam os hotéis não conhecem todas as áreas dos mesmos e podem ficar totalmente confusas e entrar em pânico facilmente em situações de incêndio. Estas situações podem sair do controle e, por vezes, causar mais danos do que o incêndio propriamente dito.  
Outro problema é que temos tipos de hóspedes dos mais variados: jovens, crianças, meia-idade, terceira idade e alguns também com dificuldades de locomoção. Esta mistura torna-se explosiva se levarmos em conta que normalmente os mesmos passam o maior tempo dormindo quando estão no hotel, alguns sob a influência do álcool, drogas diversas e outros ainda, para não serem incomodados, usam tapa-ouvidos.
Para o combate, o corpo de bombeiros exige que prédios com mais de dois andares tenham sprinklers. Trata-se de um pequeno dispositivo conectado à tubulação de água, com um protetor de vidro com álcool e glicerina. Quando o ambiente atinge a temperatura a que foi calibrado – normalmente 70°C –, o vidro se rompe e libera a água, que sai em esguicho sobre a área. O sistema de sprinklers nada tem a ver com o alarme de detecção: são equipamentos completamente autônomos.
Os hotéis que exigem maior controle operacional e prezam muito pela segurança dos hóspedes, devem possuir geradores de emergência para atender a 100% das necessidades da edificação, sem contar o conforto do hóspede, possuir portas corta fogo, escadas pressurizadas, reguladoras de pressão, cabines de força blindadas e painéis elétricos, em perfeito estado de conservação e manutenção constante. Os dutos das coifas devem estar sempre limpos e sem resíduos de gordura reduzindo as chances de um acidente por chamas. Os dutos de ar condicionados devem ser limpos e livres de sujeira, assim como higienizados e os reservatórios de água também devem ser limpos e higienizados com freqüência.
A manutenção, engenharia e segurança, formam uma única frente de proteção e conservação da imagem corporativa contra exposições por falhas e acidentes, além de contribuírem diretamente a redução dos valores dos prêmios das seguradoras.
Tecnologia em prol da segurança
    Como geralmente os hotéis são bem amplos e recebem hóspedes 24 horas por dia, é necessário o domínio e aplicação de tecnologias de ponta aos produtos utilizados, bem como uma fácil interação com o hóspede, quando estes produtos estiverem sendo utilizados. Os equipamentos de segurança eletrônica têm papel fundamental para a prevenção de delitos e zelo ao conforto dos hóspedes. Especialmente porque ajudam a inibir furtos e roubos e, mesmo quando esses casos ocorrem, podem auxiliar as autoridades públicas a identificar os infratores da lei. Além disso, podem ajudar a equipe de segurança do hotel a monitorar e inibir distúrbios causados por hóspedes impetuosos, ou até mesmo inibir comportamentos inadequados dos colaboradores da empresa.
A garantia da privacidade dos hóspedes está no posicionamento estratégico de câmeras em pontos específicos que garantam o monitoramento dos principais acessos. Deve-se evitar a instalação de câmeras nas áreas privativas (elevadores, corredores dos apartamentos, bares, health clubs, etc). A tecnologia avança tão rapidamente que hoje já é possível identificar uma pessoa através da íris humana em acessos restritos ou pela análise de suas digitais ao abrir a porta do apartamento.
E como fica a liberdade dos hóspedes em meio a tanto monitoramento nos hotéis? A Presidente da ABESE — Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança, Selma Migliori não acredita que os sistemas eletrônicos de segurança, de modo algum, limitam a liberdade dos hóspedes. “Eles são ferramentas úteis para proporcionar segurança, tão importante para o hóspede quanto o conforto das instalações e a qualidade dos serviços prestados. É preciso enxergar os equipamentos de segurança eletrônica como uma ferramenta de prevenção às atividades criminosas.
Selma alerta dos cuidados que se devem tomar ao adquirir e instalar os equipamentos:
Primeiro: A escolha de uma empresa idônea e referenciada no mercado deve ser a primeira preocupação. Para facilitar esta tarefa, a ABESE criou o Selo Amarelo de Qualidade ABESE.
Segundo: exija visita técnica ao imóvel, pois através dela é que se define qual é o melhor sistema de segurança adequado ao cliente. De pouco adianta, por exemplo, adquirir várias câmeras de segurança sem estudo detalhado da planta do imóvel e dos potenciais riscos do local a ser vigiado.
Terceiro: tudo deve estar no contrato. Os equipamentos de segurança com marca e especificações técnicas a serem utilizados no projeto de segurança; os detalhes do projeto, como custos estruturais adicionais; treinamento dos funcionários que irão utilizar os equipamentos de segurança.
Quarto: também no contrato, devem constar os serviços de pós-venda. Por exemplo, a manutenção preventiva dos equipamentos de segurança; o tempo de atendimento em caso de pane ou falha de equipamentos; os termos do serviço de monitoramento, no caso de alarmes.
Quinto: o mais importante, não escolha o serviço com base no menor preço. Como se pode ver, a estruturação de um projeto de segurança bem estruturado e funcional depende de uma gama de outros serviços e compromissos da empresa com o cliente. Portanto, nem sempre o orçamento mais barato é o melhor para a empresa”, alerta Selma.
  
Acesso controlado
    O acesso ao quarto deve ser um dos locais mais bem seguros e guardados em um hotel a começar pela porta de entrada. A maioria dos hotéis modernos utilizam fechaduras eletrônicas e o hóspede ao fazer o check-in, recebe um cartão carregado com os dados do apartamento em que ficarão registradas a data de entrada e a prevista para a saída. Dentro do quarto, há um suporte para o cartão que pode ser acoplado a um economizador de energia, equipamento que controla a luz do apartamento. Na hora de sair, quando o hóspede tirar o cartão do economizador, as luzes do quarto - inclusive tomadas, exceto a do frigobar, e ar-condicionado - se desligam automaticamente, depois de alguns segundos.
As fechaduras eletrônicas possuem um sistema de auditoria feito por uma leitora conectada a elas e capaz de informar as últimas aberturas. A quantidade de aberturas que o sistema pode ler depende da regulagem que o hotel pede ao fabricante. A leitura é fundamental na hora de se verificar quem entrou no quarto, caso o hóspede sinta falta de algum pertence seu na hora do check-out.
. A última evolução é o cartão que utiliza a tecnologia do transponder. Trata-se de um sistema em que não há contato físico entre o cartão e a fechadura, bastando aproximá-lo da fechadura e ela destrava automaticamente. Entre as vantagens deste sistema está o fato de não haver desgaste nem das peças da fechadura nem do cartão e a impossibilidade de se clonar este tipo de cartão.

Guardado a sete chaves
    Outro equipamento de segurança em um hotel que vem sofrendo uma evolução constante é o cofre. Antigamente os hóspedes deixavam seus pertences nos tradicionais cofres do tipo “casa de pomba”, que são várias bocas na recepção ou próximo dela, muito vulneráveis a furtos e arrombamentos. Hoje em dia o mercado oferece dois tipos de cofres para quartos: os mecânicos – que, para hotelaria, têm o segredo intercambiável – e os eletrônicos abertos a cartão e apenas com teclado, para o usuário cadastrar sua senha.
Qualquer que seja a escolha do hotel, o cofre sempre deve permanecer aberto enquanto não houver hóspede no quarto, a fim de facilitar o controle.
Quem libera ou bloqueia o acesso à porta do cofre é a recepção, via PMS (programa de gerenciamento hoteleiro, software de controle do estabelecimento). Caso o hóspede perca seu cartão, há a possibilidade de abertura com o cartão mestre, que fica com a gerência do empreendimento. Quando a opção do hotel é por modelos com teclado para o cadastro da senha, o próprio hóspede digita qualquer seqüência numérica para travar e abrir a porta. Se o usuário esquecer a senha, o hotel tem várias opções, dependendo do tipo de cofre: as senhas mestras, usadas por muitos fabricantes, que é uma única seqüência que abre as portas de todos os cofres dos quartos do hotel. O único funcionário com acesso a essa senha é o Gerente-geral.
A senha mestra traz um risco: se alguém de má-fé tiver acesso a ela, a segurança de todos os cofres está ameaçada. Cada funcionário responsável pela abertura registra sua própria senha. Quando ele se desliga do hotel, seu nome é apagado pelo gerente. O interessante é que os dados de quem abriu o cofre ficam registrados no próprio cofre e no coletor, pois na maior parte das vezes os assaltos que ocorre nos quartos é feito pelos próprios funcionários ou por hóspedes interessados em fraudar o estabelecimento.
Resumo
    É difícil controlar uma portaria onde entram e saem pessoas os tempo todo.
Os hoteleiros acham muito complicado montar um esquema de segurança eficaz ou insistem na idéia de que o cliente se sentirá ofendido se for obrigado a passar por uma revista mais detalhada.
Muitos hotéis na esperança de melhorar a segurança, instalam câmeras de seguranças, alarmes ou implantam seguranças nas áreas dos hotéis e na maior parte o problema não é resolvido.
Portanto, é necessário que os hoteleiros identifiquem também as falhas de processos e não somente a área da segurança.
Os hospedes devem ser conscientizados pelos hotéis que existem riscos de terem as malas furtadas durante um café,ou ate mesmo junto à portaria.
e os hóspedes devem estarem cientes que não estão em suas próprias residências, que ali, naquele estabelecimento existem pessoas de todos os níveis sociais, de todos os tipos de caráter. Que não pessoas em que conheçam e se possam confiar.



terça-feira, 24 de abril de 2012

ISO 9000


ISO 9000

          A expressão ISO 9000 designa um grupo de normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão da qualidade para organizações em geral, qualquer que seja o seu tipo ou dimensão.
        A sigla "ISO" refere-se à International Organization for Standardization, organização não-governamental fundada em 1947, em Genebra, e hoje presente em cerca de 157 países. A sua função é a de promover a normatização de produtos e serviços, para que a qualidade dos mesmos seja permanentemente melhorada.
       Esta família de normas estabelece requisitos que auxiliam a melhoria dos processos internos, a maior capacitação dos colaboradores, o monitoramento do ambiente de trabalho, a verificação da satisfação dos clientes, colaboradores e fornecedores, num processo contínuo de melhoria do sistema de gestão da qualidade. Aplicam-se a campos tão distintos quanto materiais, produtos, processos e serviços.
        A adoção das normas ISO é vantajosa para as organizações uma vez que lhes confere maior organização, produtividade e credibilidade - elementos facilmente identificáveis pelos clientes -, aumentando a sua competitividade nos mercados nacional e internacional. Os processos organizacionais necessitam ser verificados através de auditorias externas independentes.

Critérios para a Normatização

             As normas foram elaboradas por meio de um consenso internacional acerca das práticas que uma empresa deve tomar a fim de atender plenamente os requisitos de qualidade total. A ISO 9000 não fixa metas a serem atingidas pelas organizações a serem certificadas; as próprias organizações é quem estabelecem essas metas.
         Uma organização deve seguir alguns passos e atender a alguns requisitos para serem certificadas. Dentre esses se podem citar:
  • Padronização de todos os processos-chave da organização, processos que afetam o produto e conseqüentemente o cliente;
  • Monitoramento e medição dos processos de fabricação para assegurar a qualidade do produto/serviço, através de indicadores de performance e desvios;
  • Implementar e manter os registros adequados e necessários para garantir a rastreabilidade do processo;
  • Inspeção de qualidade e meios apropriados de ações corretivas quando necessário; e
  • Revisão sistemática dos processos e do sistema da qualidade para garantir sua eficácia.
  • Um "produto", no vocabulário da ISO, pode significar um objeto físico, ou serviço, ou software.

Os Elementos da ISSO 9000
           A cópia das normas é vedada. A "ISO 9001:2000 Sistema de gestão da qualidade novo — Requisitos" é um documento de aproximadamente 30 páginas.
Os seis documentos obrigatórios da norma são:
  • Controle de Documentos
  • Controle de Registros
  • Auditorias Internas
  • Controle de Produto/ Serviço não-conformes
  • Ação corretiva
  • Ação preventiva
        Em acréscimo aos requisitos da ISO 9001:2000 é necessário definir e implementar uma "Política da Qualidade" e um "Manual da Qualidade" embora isso não queira dizer que eles sejam os únicos documentos necessários. Cada organização deve avalizar o seu processo por inteiro.

Terminologia
  • Ação corretiva - ação para eliminar a causa de uma não-conformidade identificada ou de outra situação indesejável
  • Ação preventiva - ação para eliminar a causa de uma potencial não-conformidade
  • Cliente - organização ou pessoa que recebe um produto
  • Conformidade - satisfação com um requisito
  • Eficácia - medida em que as atividades planejadas foram realizadas e obtidos os resultados planejados
  • Eficiência - relação entre os resultados obtidos e os recursos utilizados
  • Fornecedor - organização ou pessoa que fornece um produto
  • Política da Qualidade - conjunto de intenções e de orientações de uma organização, relacionadas com a qualidade, como formalmente expressas pela gestão superior
  • Procedimento - modo especificado de realizar uma atividade ou um processo
  • Processo - conjunto de atividades interrelacionadas e interatuantes que transformam entradas em saídas
  • Produto - resultado de um processo
  • Qualidade - grau de satisfação de requisitos dado por um conjunto de características intrínsecas
  • Requisito - necessidade ou expectativa expressa, geralmente implícita ou obrigatória
  • Satisfação de clientes - percepção dos clientes quanto ao grau de satisfação dos seus requisitos
  • Sistema de Gestão da Qualidade - sistema de gestão para dirigir e controlar uma organização no que respeita à qualidade

No Brasil ISSO 9001

  • Ação corretiva - ação para eliminar a causa de uma não-conformidade identificada ou de outra situação indesejável
  • Ação preventiva - ação para eliminar a causa de uma potencial não-conformidade
  • Cliente - organização ou pessoa que recebe um produto
  • Conformidade - satisfação com um requisito
  • Eficácia - medida em que as atividades planejadas foram realizadas e obtidos os resultados planejados
  • Eficiência - relação entre os resultados obtidos e os recursos utilizados
  • Fornecedor - organização ou pessoa que fornece um produto
  • Política da Qualidade - conjunto de intenções e de orientações de uma organização, relacionadas com a qualidade, como formalmente expressas pela gestão superior
  • Procedimento - modo especificado de realizar uma atividade ou um processo
  • Processo - conjunto de atividades interrelacionadas e interatuantes que transformam entradas em saídas
  • Produto - resultado de um processo
  • Qualidade - grau de satisfação de requisitos dado por um conjunto de características intrínsecas
  • Requisito - necessidade ou expectativa expressa, geralmente implícita ou obrigatória
  • Satisfação de clientes - percepção dos clientes quanto ao grau de satisfação dos seus requisitos
  • Sistema de Gestão da Qualidade - sistema de gestão para dirigir e controlar uma organização no que respeita à qualidade

quarta-feira, 28 de março de 2012

Tipos de Bebidas

Bom dia pessoal,

Hoje vou postar aqui os tipos de bebidas e suas especificações, com o frio chegando muitas são ótimas opções para o inverninho...

DESTILADA

Cachaça

De acordo com a legislação Brasileira: “Cachaça é a denominação típica e exclusiva da Aguardente de Cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 48% vol a 56% vol. a 20 °C, obtida pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro, expressos em sacarose.

A cachaça é dividida em dois métodos de fabricação, o industrial e o artesanal.

Industrial: No processo industrial ocorre uma produção em larga escala, acelerando o processo de fermentação do mosto de cana-de-açúcar e de sua destilação, essa rapidez faz com que o produto perca um pouco de sua qualidade. Porém industrialização da cachaça tem suas vantagens, pode-se controlar cada etapa do processo, desde a temperatura que ocorre na fermentação, a quantidade de açúcar, e a acidez do produto final.

Este processo, por ser padronizado e em maior escala acaba tornando-se mais fácil para exportação, o que vem ocorrendo muito nos últimos anos, cada vez mais a cachaça brasileira vem ganhando seu espaço no mundo e conquistando paladares estrangeiros com o seu sabor único.

Artesanal: As principais características da cachaça artesanal são: Cor, sabor e aroma. O tempo mínimo para uma cachaça ser considerada envelhecida, é de um ano, alguns produtores a envelhecem até dez anos. A cachaça é envelhecida em barris, cada barril fornece uma característica diferente à bebida, devido a reação entre a madeira, o oxigênio e outros componentes produzidos na fermentação da bebida, tornando-a dourada e com um sabor bem mais suave.

Existem barris de diferentes madeiras como o cedro, bálsamo, jequitibá, amendoim e carvalho. Os barris podem conter no máximo 700 litros.


Whisky

Acredita-se que a primeira tentativa de produzir um uísque, ocorreu em 800 a.C, na Ásia. Os celtas já praticavam a destilação e deram o nome de “uísque beatha” ao líquido ardente de cevada que produziram.

O Uísque é feito especificamente do malte da cevada, que é o grão germinado e seco que depois é moído e submetido a um longo processo antes do produto final. Os uísques mais famosos do mundo são os encontrado na Escócia.

Já os irlandeses acreditam que o uísque nasceu em seu país e que eles é que teriam passado a técnica aos Escoceses. Assim, quando os romanos invadiram o sul da Inglaterra, os irlandeses já conheciam a destilação do álcool. Posteriormente, os irlandeses imigraram para as Terras Altas do oeste da Escócia e levaram consigo o segredo da destilação do álcool, dando origem à bebida que hoje conhecemos por uísque.

A primeira destilação na Escócia está registrada num documento datado de 1494, onde o rei do Tesouro Público escocês registrou oito medidas (1.200 kg) de malte para o Frei John para que este produzisse “aqua vitae” (Água da vida).

Por muito tempo o uísque irlandês era o mais famoso, até que o escocês Coffrey desenvolveu e aperfeiçoou um novo alambique que foi o impulso na evolução do uísque escocês. Com a desintegração dos mosteiros, muitos frades expulsos começaram a produzir uísque, utilizando a técnica da destilação que foi muito aperfeiçoada nos séculos XVI e XVII, com isso a destilação se espalhou pelo mundo inteiro.

Existem algumas variações de uísques, por exemplo, os uísques fabricados na Escócia e no Canadá são chamados “Whisky”, e os fabricados na Irlanda e nos Estados Unidos são chamados de “Whiskey”.

Escocês – somente pode receber a denominação “Scotch Whisky” aquele destilado e envelhecido por, pelo menos, três anos na Escócia. Há varios tipos de uísque destilados: malt whisky (uísque de malte), produzido de cevada maltada, água e levedura; grain whisky (uísque de cereais), elaborado com cevada maltada e não maltada e trigo ou milho.

Irlandês – É do tipo “blended”, elaborado com cevada maltada e uísque de cereais. A cevada maltada é seca em fornos de carvão de pedra para que nenhum aroma defumado passe ao uísque.

Americano – Há vários tipos de uísque americano. Os mais conhecidos são o Bourbon e Rye. O Bourbon é destilado de mosto de cereais, com no mínimo de 51% de milho, e é envelhecido por quatro anos em barris de carvalho branco, novo, com o interior previamente carbonizado, conferindo-lhe um bouquet de baunilha. Seu nome origina-se do condado de Bourbon, em Kentucky.

O Rye é elaborado com um mínimo de 51% de centeio, seu processo é similar ao do Bourbon, mas tem aroma e sabor mais acentuados. Há ainda o Tennesse Whiskey, que possui uma fase adicional de sazonamento a carvão de maple que modifica a bebida, dando-lhe o impulso inicial antes de ser colocado em barris para envelhecimento.

Canadense – Fabricado no Canadá sob a supervisão do governo, é elaborado com centeio, milho e cevada, sendo envelhecido por, no mínimo, quatro anos. É menos encorpado que o uísque americano. Indicado pelo seu perfume, para o preparo de coquetéis.

Vodka

É uma bebida destilada e filtrada, feita à base de batatas, cereais, trigo. Sua primeira fabricação ocorreu na Polônia, no século XV, de onde provém uma das mais famosas marcas, por isso é considerada a bebida nacional Russa. Serve-se fria ou em copos gelados, acompanhada de comidas gordurosas como carne de porco ou caviar.

As vodkas podem ser compostas contendo sabores variados como limão, laranja, café, frutas vermelhas, figo, baunilha e pimenta. Seu teor alcoólico varia entre 37% e 40% Vol.


Tequila

Tequila é uma bebida alcoólica destilada originária do México, é considerada a bebida nacional e é feita através da destilação do suco de uma planta da América Central, o Agave azul. Produzida em região demarcada pela Lei Mexicana no Estado de Jalisco onde se encontra a pequena povoação de Tequila, que lhe deu o nome, e onde se concentram os principais produtores.

Fortemente aromática, a bebida apresenta diferentes graus de cor, sabor e aroma conforme o tempo de envelhecimento sendo designada por tequila Blanco, Joven, Reposado, Añejo e Extra Añejo em ordem crescente do tempo de maturação.

É geralmente servida com rodelas de limão e sal ou em coquetéis, como as Margaritas. O seu teor alcoólico é de aproximadamente 40% Vol.


Rum

O Rum é feito a partir da fermentação e destilação da cana de açúcar e de seu melaço. Acredita-se que o rum surgiu em 1500, quando os espanhóis plantavam cana-de-açúcar nas ilhas do Caribe, durante suas explorações.

Alguns defendem que a palavra rum deriva de Rumbullion ou Rumbustion. Expressões usadas pelos ingleses para descrever os excessos provocados pelos bêbados. Outros afirmam que a palavra rum tem origem latina, saccharum (açúcar). No século XVII, o rum já era muito conhecido, sendo considerado como uma bebida medicinal que curava todas as doenças e expulsava os "demónios" do corpo.

Mais tarde, em 1862, Dom Facundo Bacardi fundou a Casa Bacardi, em Cuba. Ao sair do alambique, o rum é incolor. Em alguns casos, é envelhecido em barris de carvalho durante três anos, quando, então, poderá ser denominado rum envelhecido, tendo uma coloração que varia de dourado até o ouro velho. O rum sai do alambique com concentração alcoólica de aproximadamente 80% e o produto final deve ficar em torno de 40%. Atualmente, há tipos de rum com graduação alcoólica mais baixa, em torno de 35%, que têm sabores cítricos e frutados.

Existem dois tipos de rum, o leve (light) e o pesado (dark). O leve apresenta duas variações, o branco e o ouro. Geralmente são secos apresentando um leve sabor de melaço. O rum pesado é mais escuro e doce, característica resultante de um processo de fermentação lenta após a destilação.

Porto Rico, Cuba, Ilhas Virgens, República Dominicana, México, Haiti, Havaí, Venezuela, Filipinas, Jamaica, Martinica e Barbados são países que se destacam na produção de rum. Seu teor alcoólico varia entre 38% a 40% Vol.


Gin

Aguardente inglesa, derivada da planta holandesa “genevre”. Obtida através da destilação de ervas aromáticas, zimbro e cevada, que lhe dão aroma e sabor todo especial. O gin antigamente era indicado pelos médicos por conter propriedades anti-sépticas, calmantes, digestivas e diuréticas.

O aroma do óleo essencial do zimbro combate o nervosismo, medo, preocupação desgostos, perturbação mental, acesso de fobias e sono agitado. Seu teor alcoólico varia entre 40% a 47% Vol.


Brandy


Brandy é o nome dado a bebidas destiladas de frutas como maçã, cereja, uva, ou até mesmo flores. O brandy também é chamado de “spirits” (espíritos) ou “eaux-de-vie” (água da vida). A maioria dos brandy’s possui um teor alcoólico de aproximadamente 40% vol. Existem muitos tipos de brandy, abaixo você encontrará os mais utilizados na coquetelaria:

Calvados: Brandy obtido através da destilação da maçã. A fruta vem das regiões da Bretanha e da Normandia.

Kirschwasser: Aguardente feita na Alsácia, na Suiça ou na Alemanha. É obtida através da destilação de cerejas pretas.

Pisco: Bebida típica Boliviana, Chilena e Peruana, é uma aguardente produzida de uvas especiais de moscatel. Seu nome primitivo designa uma cidade do Peru. Indicada para preparar coquetéis, como Pisco Sour.

Metaxa: Bebida típica grega destilada de uva combinada com ervas e pétalas de rosa, envelhecida em barris de carvalho entre três a sete anos.

Armagnac: Aguardente Francesa produzida com uvas brancas da região de Armagnac prensadas e destilada através de alambiques, muito parecida com o Conhaque, mas não deve ser servida flambada.

Conhaque: Só é considerado Conhaque os destilados de vinho produzidos na região de Conhaque na França.

Do séc. III ao séc. XVI os vinhos produzidos na região de Conhaque eram exportados para o norte da Europa, onde eram consumidos em pouco tempo após a sua fermentação. Com a expansão do comércio para o oriente no séc. XVII os vinhos não resistiam às longas viagens e chegavam aos seus destinos impróprios para o consumo.

Foi então que um holandês descobriu por acaso que se o vinho fosse destilado, resistiria facilmente às viagens, e que se fosse envelhecido alguns anos em barris de carvalho ficavam ainda melhor.

A região de Conhaque é dividida em seis áreas de cultivo:

• Grande e Petite Champagne (o aroma se desenvolve depois de prolongado envelhecimento);
• Borderies (delicado sabor de violeta);
• Fins de Bois (chegam rapidamente ao seu apogeu);
• Bons Bois;
• Bois Ordinaires;

Para determinar a idade do conhaque existem várias denominações controladas pela lei Francesa, referente à idade do conhaque mais novo que foi usado na combinação, que não se referem ao conhaque mais antigo que faz parte da mesma combinação. As principais são:

• V.S (Very Superior) ou três estrelas – o Cognac mais novo da composição deve ter envelhecimento em barril por, pelo menos, três anos.
• V.O.P (Very Old Pale) – até cinco anos.
• V.S.O.P (Very Superior Old Pale) – Cognac cujo componente mais jovem deve ter entrado no seu quinto ano de envelhecimento – normalmente entre cinco e dez anos.
• Nepoléon – o Cognac mais novo da composição deve ter entrado no seu sétimo ano de envelhecimento, normalmente até quinze anos.
• X.O (Extra Old) – o Cognac mais jovem da composição, de acordo com as melhores casas, conta com mais de vinte anos.

A Aquavit é uma bebida originária dos países escandinavos (Dinamarca, Noruega e Suécia), mas também é produzida na Alemanha, Finlândia e Islândia. Só na Dinamarca existem aproximadamente 2.500 destilarias legalizadas e na cidade de Aalborg localizada na própria Dinamarca são produzidas 90 % da Aquavit do país.

A Aquavit dinamarquesa é mais aromatizada do que as outras, geralmente com Alcaravia, aniz e cardamomo.

Esta bebida é conhecida a cerca de 400 anos, e combina muito bem com peixes defumados e embutidos. O seu teor alcoólico varia entre 40% vol. E 50% vol.

Segundo a lenda, o Absinto foi inventado pelo Dr. Pierre Ordinaire, um médico francês que vivia em Couvet na Suíça por volta de 1792. É muitas vezes incorretamente chamado de licor, mas na verdade é uma bebida destilada.

Feito a base de anis, funcho e outras ervas, o Absinto foi especialmente popular na França, principalmente pela sua ligação com os artistas parisienses no final do século XIX e XX, até ser proibido em 1915, tendo ganhado alguma popularidade com sua legalização em vários países.

Possuí uma cor verde translúcida e é conhecido popularmente como “fada verde” devido a um suposto efeito alucinógeno que a bebida causara em algumas pessoas que a consumiam.

Seu teor alcoólico varia entre 45% vol. e 85% vol., dependendo da nacionalidade. No Brasil, o Absinto foi permitido, porém a graduação alcoólica não pode ser superior a 53,5% vol.

Fermentadas

A Cerveja é uma das bebidas mais antigas do mundo, a palavra cerveja veio da palavra “cerevisia” nome que evoca Ceres, a deusa da colheita. Conhecida como vinho de cevada até o séc. XIII, a cerveja foi encontrada primeiramente na Baixa Mesopotâmia, na Babilônia e no Egito. Diferente de hoje, era preparada com cevada e trigo germinado e aromatizada com especiarias, como zimbro e gengibre. A Partir do séc. XIII e XIV iniciou-se a aromatização com Lúpulo.

Hoje em dia sua produção é muito rigorosa e controlada, seguindo tradições e utilizando equipamentos modernos. É elaborada através da fermentação da cevada, flor de lúpulo, levedura e água.

Hoje em dia a cerveja é a bebida alcoólica mais consumida no mundo, o ponto ideal para ser servida é entre 4°C e 6°C, em um copo limpo e gelado, formando uma cobertura de espuma, que ajuda a preservar a temperatura, os aromas e os sabores, enquanto é apreciada pelo cliente.

A cerveja é dividida em dois grupos: Cerveja de alta fermentação (Ale) e cerveja de baixa fermentação (Lager). O teor alcoólico poder variar e são classificadas em quatro tipos: Sem álcool (menor que 0,5% vol.) Baixo teor (0,5% a 2% vol.) Médio teor (2% a 4,5% vol.) e alto teor (4,5% a 7% vol.).

Existem diferentes tipos de cervejas ale’s e lager’s, as mais comuns são:

ALE

• Pale Ale – Contém aroma acentuado de fruta.
• Brown Ale – De origem britânica tem característica adocicada e leve sabor de nozes.
• Altbier – De origem alemã, é uma cerveja bem encorpada.
• Barley Wine – Possui um teor alcoólico bem elevado que varia entre 8 a 12% vol.
• Bitter – Contém mais lúpulo do que as outras.
• Porters – Coloração que varia de castanho a preta, e um sabor que lembra chocolate e café.
• Stouts – São mais escuras do que as comuns.
• Weizenbiers – São feitas com trigo e não são filtradas. Lembram Banana e cravo.
• Faro – Ocorre fermentação espontânea e é adocicada.
• Lambic – Composta por 60% de cevada e 40% de trigo.

LAGER

• Pilsener – É clara, leve e aromática, e levemente amarga. A mais comum no brasil.
• Munich - São escuras e leves e apresentam um leve sabor “torrado”.
• Bock – Tem cor avermelhada e sabor forte. Muito popular no Norte da Alemanha.
• Doppelbock – Conhecida como bock dupla seu teor alcoólico varia entre 8 a 9 % vol.
• Eisbock – Teor alcoólico muito elevado que pode chegar a 14 % vol.
• Marlzbier – Tem cor escura e sabor adocicada, é bem aromática.
• Dortmunder – Da cidade de Dortmund na Alemanha, parecida com a pilsener mas um pouco menos amarga.

O Saquê é uma bebida elaborada a partir da fermentação do arroz de origem japonesa. A primeira produção de saquê apareceu no séc. III na cidade de Nara, antiga capital do Japão. Hoje em dia existem cerca de 1600 fabricantes de saquê no Japão, em diversas regiões, mas a que leva fama por fabricar o melhor saquê é a região de Fushimi, em Kyoto.

No Brasil os principais fabricantes são empresas como a Sakura, e Azuma Kirin. O melhor lugar para encontrar saquês importados e nacionais é no bairro da Liberdade, na cidade de São Paulo.

O saquê tradicionalmente é bebido puro, para acompanhar as refeições. É servido quente para acompanhar pratos frios, e servido frio para acompanhar pratos quentes. No Brasil é servida a famosa “Caipirinha de Saquê” ou "Saiquirinha",como é conhecida popularmente, feita da mesma forma que a caipirinha tradicional mas a cachaça é substituída pelo saquê,a saiquirinha pode ser feita com limão mas este também pode ser substituído por diversas frutas como morango, kiwi, abacaxi etc.

O vinho é uma bebida alcoólica produzida por fermentação do suco de uva. Na Europa o vinho é legalmente definido como o produto obtido exclusivamente por fermentação parcial ou total de uvas frescas, inteiras ou esmagadas ou de mostos.

Existem dois grupos básicos que separam vinhos: os finos, e os comuns. A principal diferença é que os vinhos finos são elaborados a partir de uvas européias (vitis vinífera), e os vinhos comuns são elaborados a partir de uvas americanas (ripária, vitis lambrusca, etc.).

A qualidade do vinho depende de cada passo do seu processo de fabricação, que é controlado rigorosamente, mas o principal para obter um bom vinho, são as uvas utilizadas, elas podem ser vermelhas ou brancas e são chamadas de uvas viníferas, as mais conhecidas são:

VERMELHAS

• Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc: Originárias da região de Bordeaux, na França.
• Pinot Noir: Originaria da região de Champagne e Borgonha, na França. Também cultivadas na Alemanha e Chile.
• Syrah e Grenache: Originarias da região de Rhône e Provence na França.

BRANCAS
• Chardonnay: Originaria da região de Borgonha, na França. Também cultivada em Champagne, Califórnia, Chile, Austrália, Nova Zelândia e Brasil.
• Riesling: Originária da região da Alsácia, na França. Também cultivada no Norte da Itália, Alemanha, Áustria, Califórnia, Chile.
• Sauvignon Blanc: Originaria da região de Bordeaux, na França. Também cultivada na Califórnia e Chile.
• Sémillon: Cultivada especialmente na França e na Austrália.
• Chenin Blanc: Cultivada na França e na África do sul.

Os vinhos são divididos em alguns tipos, entre eles:

• Branco: Produzido na maioria das vezes a partir de uvas brancas, quando feita com uvas vermelhas, a casca é retirada.
• Tinto: Elaborado a partir de uvas vermelhas, com longo contato com a casca da fruta. A tonalidade varia dependendo do fruto, do tempo e método de envelhecimento.
• Rosado: Possui uma cor rosada, é feito misturando um vinho branco com um vinho tinto.
• Espumante: O resultado é obtido através de uma segunda fermentação que ocorre na própria garrafa, possui alto nível de dióxido de carbono.
• Fortificado: É adicionado plantas amargas ou aromáticas ao vinho.

Compostos

Bitters ou aperitivos são bebidas amargas, muito aromatizadas que geralmente são servidas antes das refeições, ou usadas em coquetéis. Aqui você encontrará os bitters mais conhecidos.

Angostura: É um bitter criado a partir da casca da árvore de mesmo nome, tem como origem a cidade Venezuelana de Bolívar às margens do rio Orenoco. Sua fórmula foi criada pelo Dr. J. G. B. Siegert, que indicava aos seus pacientes durante a guerra da independência, em 1820.

Raiz de Angélica, canela, noz-moscada, cardamomo e cravo são alguns dos ingredientes dessa fórmula mantida em segredo até hoje. É um dos bitters mais aromáticos usados na coquetelaria. Seu teor alcoólico é de 45% vol.

Campari: Aperitivo amargo de origem italiana. Há dois tipos de Campari: Vermelho e Branco cordial. Pode ser servido puro ou on the rocks, com soda, água com gás, rodelas de laranja ou limão. Seu teor alcoólico é de 28,5% vol.

Cynar: Aperitivo a base de alcachofra. Pode ser servido puro ou on the rocks, com soda, rodelas de laranja ou limão. Seu teor alcoólico é de 20% vol.

Dubonnet: Aperitivo Francês é um vinho quinado e aromatizado com ervas especiais. Geralmente servido como aperitivo. Seu teor alcoólico é de 19% vol.

Fernet Branco: Aperitivo amargo e aromatizado com plantas medicinais. Possui propriedades estomacais e estimula o apetite. Pode ser servido puro, on the rocks, com vermouth ou soda. Seu teor alcoólico é de 45% vol.

Pantis: Pode ser chamado também de Pastis. É um aperitivo de origem francesa à base de anis. Bebe-se misturado com água fria, misturando-se uma parte de Pantis para cinco partes de água. Seu teor alcoólico é de aproximadamente 40% vol.

Pernot: Aperitivo francês à base de anis. Há três graduações de teor alcoólico : 45%, 55% e 68% vol.

O Licor é uma bebida doce feita com açúcar, xarope e álcool misturada geralmente com frutas, flores, raízes, sementes, ervas e temperos. É considerado um digestivo e geralmente é consumido após as refeições, mas pode ser utilizado também para a preparação de diversos coquetéis.

Existem diversos tipos de licores, abaixo estão os mais usados na elaboração de coquetéis, e sua respectiva graduação alcoólica:

Anisete: Licor elaborado com sementes de anis, em geral é um licor suave. Seu teor alcoólico é de 24% vol.

Apricot Brandy: Licor feito a partir de brandy misturado com damasco. Seu teor alcoólico é de 28% vol.

Benedictine: Licor de origem francesa muito famoso, criado pelos monges beneditinos a partir de conhaque, misturado com plantas aromáticas. É um licor seco e seu teor alcoólico é de 43% vol.

Chartreuse: Licor Muito famoso, criado em 1607 na cidade de Grenoble na França. Sua fórmula é um segredo, e contém mais de 130 tipos de plantas. Existem três variações que possuem teores alcoólicos distintos. Amarelo (43% vol.) Verde (55% vol.) e Elixir Vegetal (68% vol.).

Cherry Brandy: Licor elaborado a partir de brandy, misturado com cerejas do condado de Kent, na Inglaterra. Seu teor alcoólico é de 24% vol.

Cointreau: Licor de origem francesa aromatizado com flor de laranjeira. Seu teor alcoólico é de 40% vol.

Curaçau: Licor feito com laranja, encontrado em diferentes cores como branco, azul, laranja, verde e violeta. Apesar de a coloração ser diferente, apresenta o mesmo sabor. Seu teor alcoólico é de 24% vol.

Drambuie: Licor de origem francesa feito com whisky misturado com mel e ervas aromáticas. Seu teor alcoólico é de 40 % vol.

Galliano: Licor Italiano que consiste na mistura de ervas e condimentos nativos. Seu nome é em homenagem ao Major Galliano, herói italiano do século XIX. Seu teor alcoólico é de 31% vol.

Grand Marnier: Licor francês elaborado a partir de cascas de laranja. Existem dois tipos, o cordão amarelo, e o cordão vermelho, que é adicionado conhaque na sua composição. Seu teor alcoólico é de 40% vol.

Kümmel: Licor holandês elaborado a partir de sementes de cominho. Seu teor alcoólico é de 23% vol.

Marasquino: Licor de obtido através da destilação da cereja marasquino, cultivada geralmente na Croácia, é um dos poucos licores que são destilados. Seu teor alcoólico é de 31% vol.

Parfait Amour: Licor feito a partir da flor amor perfeito, sua cor é lilás e tem sabor de canela. Seu teor alcoólico é de 34% vol.

Peppermint: Licor de menta. Seu teor alcoólico é de 24% vol.

Tia Maria: Licor feito a base de café, de origem jamaicana. Seu teor alcoólico é de 26,5% vol.

Vermute ou vermouth é o nome de uma bebida fermentada à base de vinho que tem como erva principal a losna ou absinto (absinthium). Basicamente, o vermute é composto de 70%, no mínimo, de vinho, álcool, açúcar e infusões de ervas de diversos tipos, que dependem de cada fabricante. Todo o bom vermute tem em sua composição pequenas quantidades de água salobra para reduzir sua acidez.

Em variedades, o vermute pode ser doce ou seco. Os mais conhecidos no Brasil são Martini Rosso, Martini Branco e Martini Dry. Sua graduação alcoólica pode variar de 16% a 18% vol.